domingo, 3 de janeiro de 2010
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Salto para o futuro - Educação digital e Tecnologias de Informação e Comunicação
Análise do programa: Formação de Educadores
As tecnologias vieram para popularizar as informações e o conhecimento. A internet facilita esta integração. Por isso professores e gestores das escolas precisam repensar o processo de ensinar e aprender.
Devem rever metodologias e praticas de ensino, devem se reinventar, aprender com colegas, com o aluno inovador, buscar atualização.
Com as novas tecnologias a produção do conhecimento se dá de forma colaborativa e coletiva, com o aluno se sentindo mais valorizado e participativo. A escola deve se preparar para ir alem dos muros da escola,
entendendo que não é o único espaço de aprendizagem. A escola tem o papel de sistematizar e organizar todo
o conhecimento vivenciado na escola e fora dela.
Qual o papel de professor neste contexto? É o de mediador e que colabora afetivamente. É o professor que ouve, observa, dialoga com o aluno, analisa sua pratica pedagogica, está aberto a aprender, questiona, dá
apoio afetivo e cognitivo e tem clareza de seus objetivos educacionais.
As tecnologias devem ser aplicadas com mudanças tecnológicas e formação continuada de educadores, através de espaços virtuais e formais de atualização.
As tecnologias vieram para popularizar as informações e o conhecimento. A internet facilita esta integração. Por isso professores e gestores das escolas precisam repensar o processo de ensinar e aprender.
Devem rever metodologias e praticas de ensino, devem se reinventar, aprender com colegas, com o aluno inovador, buscar atualização.
Com as novas tecnologias a produção do conhecimento se dá de forma colaborativa e coletiva, com o aluno se sentindo mais valorizado e participativo. A escola deve se preparar para ir alem dos muros da escola,
entendendo que não é o único espaço de aprendizagem. A escola tem o papel de sistematizar e organizar todo
o conhecimento vivenciado na escola e fora dela.
Qual o papel de professor neste contexto? É o de mediador e que colabora afetivamente. É o professor que ouve, observa, dialoga com o aluno, analisa sua pratica pedagogica, está aberto a aprender, questiona, dá
apoio afetivo e cognitivo e tem clareza de seus objetivos educacionais.
As tecnologias devem ser aplicadas com mudanças tecnológicas e formação continuada de educadores, através de espaços virtuais e formais de atualização.
sábado, 4 de julho de 2009
O passo

Muito interessante o método, porque torna acessível o ensino musical e traz outras ferramentas para o ensino aprendizagem. maravilhosa a entrevista do criador do método: Lucas Ciavatta. A criação foi a partir das dificuldades de aprendizagem dos alunos e de compreensão e acesso a educação musical. Os quatro eixos: corpo, representação, grupo e cultura, desenvolvem habilidades musicais, motoras, de trabalho em grupo, de conhecimento e respeito as diversas culturas e leva o aluno a entender que musica é para a construção e formação do individuo, é para as pessoas se encontrarem e estarem conectadas com o mundo.
Este trabalho deve servir de inspiração para busca de novas ideias e métodos para melhorar a aprendizagem, podendo agregar novas tecnologias adequadas aos objetivos que se quer chegar.
domingo, 14 de junho de 2009
Caído na calçada - texto de David Coimbra - Zero Hora
Sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Caído na calçada
Ontem saí de casa mais cedo do que o normal e a temperatura era amena de primavera e o dia estava amarelo e azul e do som do meu carro se evolava o rock suave da Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.
Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói. Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.
Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.
O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.
Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.
A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.
A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.
Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.
* Texto publicado hoje na página 3 de Zero Hora
Postado por David às 09h48
Caído na calçada
Ontem saí de casa mais cedo do que o normal e a temperatura era amena de primavera e o dia estava amarelo e azul e do som do meu carro se evolava o rock suave da Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.
Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói. Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.
Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.
O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.
Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.
A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.
A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.
Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.
* Texto publicado hoje na página 3 de Zero Hora
Postado por David às 09h48
quinta-feira, 11 de junho de 2009
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